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Fisioterapia no autismo: quando é indicada e como ajuda no desenvolvimento motor

Conteúdo revisado por Renata Coradi Leme, psicóloga e neuropsicóloga (CRP 06/66159)

Por que a fisioterapia pode ser indicada no autismo?

Resposta rápida: as dificuldades motoras são comuns no autismo: atraso para sentar e andar, baixo tônus muscular, pouco equilíbrio, falta de coordenação e marcha na ponta dos pés. Um estudo com mais de 11 mil crianças autistas (SPARK) encontrou sinais de dificuldade motora em cerca de 87% delas. A fisioterapia avalia e trabalha o movimento do corpo, ajudando a criança a brincar, participar da escola e ganhar autonomia com mais segurança.

Quando se fala em autismo, a atenção costuma ir para a comunicação e o comportamento. Mas o corpo também conta. Uma criança que cai muito, se cansa rápido ou não consegue acompanhar as brincadeiras dos colegas pode se isolar mais e perder oportunidades de aprender. Neste artigo explicamos como a fisioterapia pode ajudar.

Dificuldades motoras mais comuns no autismo

  • Baixo tônus muscular (hipotonia): a criança parece “molinha” e se cansa fácil.
  • Atraso nos marcos motores: demora para sentar, engatinhar ou andar. Veja os marcos do desenvolvimento infantil.
  • Equilíbrio e coordenação: tropeços e quedas frequentes, dificuldade para pular, correr ou subir escadas.
  • Marcha na ponta dos pés: pode estar ligada a questões sensoriais ou ao encurtamento muscular.
  • Planejamento motor: dificuldade para aprender movimentos novos, como andar de bicicleta. Veja dispraxia.
  • Postura: dificuldade de se manter sentado na cadeira por muito tempo.

Quando procurar a fisioterapia

Vale conversar com o pediatra ou com a equipe quando a criança:

  • está atrasada nos marcos motores para a idade;
  • anda na ponta dos pés de forma frequente depois dos 2 ou 3 anos;
  • cai bem mais que outras crianças da mesma idade;
  • evita brincadeiras de movimento ou se cansa muito rápido;
  • tem dificuldade nas aulas de educação física ou no parquinho.

O que a fisioterapia trabalha

  • Força e resistência: para brincar, sentar e se manter ativa por mais tempo.
  • Equilíbrio e coordenação: com circuitos, pranchas, bolas e jogos de movimento.
  • Marcha: alongamentos, fortalecimento e treino da caminhada.
  • Consciência corporal: perceber o próprio corpo e o espaço ao redor.
  • Participação: transferir os ganhos para o parquinho, a escola e o esporte.

As sessões são planejadas como brincadeira. Para crianças autistas, o fisioterapeuta costuma usar rotina visual, instruções curtas e reforço, estratégias que também são usadas na Terapia ABA.

Fisioterapia ou terapia ocupacional?

As duas trabalham o movimento, mas com focos diferentes. A fisioterapia cuida mais da coordenação global, da força, do equilíbrio e da marcha. A terapia ocupacional cuida mais da coordenação fina, das questões sensoriais e da autonomia nas atividades do dia a dia, como vestir-se e comer. Muitas crianças se beneficiam das duas. Um método intensivo usado por alguns fisioterapeutas é o Therasuit.

Fisioterapia em Campinas

A Social Mentes oferece fisioterapia infantil em Campinas, integrada às outras terapias. O atendimento pode ser particular ou pelos planos que cobrem o serviço, conforme a indicação clínica e a autorização do plano.

Fale com a Social Mentes

Clínica multidisciplinar em Campinas (Taquaral) especializada em autismo e desenvolvimento infantil, com equipe coordenada pela psicóloga Renata Leme (CRP 06/66159). Oferecemos fisioterapia infantil integrada à Terapia ABA e à terapia ocupacional. Fale com a recepção para saber como começar.

Falar no WhatsApp (19) 99150-4938

Perguntas frequentes

Toda criança autista precisa de fisioterapia?

Não. A indicação depende da avaliação. Crianças com dificuldades motoras que atrapalham o dia a dia costumam se beneficiar.

Andar na ponta dos pés é sinal de autismo?

Sozinho, não. É comum em crianças pequenas e também mais frequente no autismo. Se persistir, vale uma avaliação de fisioterapia.

Fisioterapia ajuda no comportamento?

Indiretamente, sim: uma criança com mais segurança no corpo participa mais das brincadeiras e da escola. Mas o objetivo da fisioterapia é motor.

O plano de saúde cobre fisioterapia para autismo?

Em geral, sim, quando há indicação. Desde 2021, a ANS não limita o número de sessões de fisioterapia para pessoas com TEA. A recepção confere a cobertura do seu plano.

Referências

  • Bhat, A. N. Motor impairment increases in children with autism spectrum disorder as a function of social communication, cognitive and functional impairment, repetitive behavior severity, and comorbid diagnoses: a SPARK study report. Autism Research, 2021.
  • Fournier, K. A. et al. Motor coordination in autism spectrum disorders: a synthesis and meta-analysis. Journal of Autism and Developmental Disorders, 40, 2010.
  • Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Resolução Normativa nº 469/2021.
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